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Eleições 2018: PSDB faz convenção e não fecha apoio a Casagrande

Apesar de toda a expectativa em torno da oficialização do apoio dos tucanos à candidatura de Renato Casagrande (PSB) a governador, o partido não fechou questão.

Na convenção realizada na noite da última segunda (30), o PSDB do Espírito Santo definiu o nome do senador Ricardo Ferraço na majoritária, disputando a reeleição ao Senado, e do vice-governador César Colnago como aposta principal na coligação proporcional para deputado federal. Na “perna” estadual, o cabeça da lista é o secretário-geral do partido, Vandinho Leite.

Apesar de toda a expectativa em torno da oficialização do apoio dos tucanos à candidatura de Renato Casagrande (PSB) a governador, o partido não fechou questão, delegando à executiva estadual a definição, assim como já havia feito o PSD, no último sábado.

Climão

O climão ficou por conta dos comportamentos distintos entre o presidente do PSB, César Colnago, e Ricardo Ferraço. Enquanto Ferraço discursou asseverando que Casagrande é “nosso candidato a governador”, Colnago contradisse o correligionário, e disse que “não estamos fechando aqui hoje, o Ricardo vinha conversando, mas vamos delegar à executiva”. Ao final, ambos contornaram um possível constrangimento acerca da dubiedade das falas.  Para Colnago, é normal e democrático que os membros do partido tenham e expressem suas opiniões. Já Ferraço reafirmou a decisão de apoio à Casagrande, dizendo que trata-se agora de mera questão burocrática.

Equilíbrio fiscal

O PSDB entregou um documento à Casagrande, com pontos que a sigla considera fundamentais para estar no projeto de governo do pré-candidato. A questão principal é o equilíbrio fiscal, que é hoje a principal marca do terceiro mandato do governador Paulo Hartung (MDB). No discurso, Colnago enfatizou que não vai deixar de valorizar “a obra do PSDB com o MDB”.

Renato Casagrande afirmou o compromisso com a boa governança e a gestão fiscal, e não quis polemizar sobre o, digamos, paradoxo entre as falas de Ferraço e Colnago, mas ao dizer que vinha negociando com Ricardo, e não com César, dirimiu as dúvidas sobre as preferências distintas de cada um deles. O último dia para homologar chapas e coligações é domingo, 5 de agosto.

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