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Traficante condenado por envolvimento na morte do juiz Alexandre Martins é morto a tiros



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O traficante Fernando de Oliveira Reis, “o Fernando Cabeção”, condenado por envolvimento no assassinato do juiz Alexandre Martins, ocorrido em março de 2003, foi morto a tiros na tarde deste domingo (28) dentro de seu carro em Itapuã, Vila Velha. No momento do crime, Fernando estava junto com sua esposa em um veículo BMW em seguiam em direção a Vitória.

De acordo com a Polícia Militar, o carro onde o casal estava foi fechado por um outro veículo no momento em que parou no sinal. Criminosos atiraram de dentro do carro. Fernando, que estava no banco do carona, foi o único atingido e morreu no local. A esposa dele teve ferimentos leves causados por estilhaços de vidro.

A polícia informou que Fernando Cabeção havia saído da prisão há seis meses. Há indícios de que ele tenha participado de um outro homicídio, que aconteceu na manhã deste domingo no bairro Divino Espírito Santo, também em Vila Velha.



O ataque a Fernando Cabeção aconteceu no mesmo bairro onde o juiz Alexandre Martins foi assassinado em 24 de março de 2003. O juiz seguia para uma academia e havia acabado de estacionar quando carro foi baleado na rua. Testemunhas contaram ter visto uma pessoa em uma moto e uma outra pessoa atirando. O juiz integrava a missão especial federal que desde julho de 2002 investigava as ações do crime organizado no estado.

Fernando Cabeção faz parte de um grupo de 10 pessoas acusadas de participar do crime. Ele foi apontado como um dos intermediários, assim como os sargentos da PM Heber Valêncio, Ranilson Alves da Silva e  Leandro Celestino, que emprestou a arma usada no crime; André Luiz Tavares, o Yoxito, que teria emprestado a moto, Giliarde Ferreira de Souza e Odessi Martins da Silva Junior, o Lumbrigão, que foram apontados como executores.

Três pessoas foram apontadas como mandantes. Enquanto o ex-policial civil Cláudio Luiz Andrade Baptista, o Calú, foi absolvido, o juiz aposentado Antônio Leopoldo Teixeira ainda não foi julgado, pois possui recursos pendentes na esfera federal. Já o coronel reformado da PM, Walter Gomes Ferreira, continua preso.

Em agosto de 2014, Fernando conseguiu o direito de cumprir pena no Espírito Santo após oito anos em presídios federais de outros estados. Além do envolvimento na morte do juiz, Fernando é apontado como chefe de uma facção criminosa no bairro Guaranhus, em Vila Velha. (fonte:G1)


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