Economia

Mercado reduz previsão de inflação para 2026 e mantém projeções para juros, PIB e dólar

© Marcello Casal JrAgência Brasil
© Marcello Casal JrAgência Brasil

As projeções do mercado financeiro para a inflação de 2026 foram levemente revisadas para baixo. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (12) pelo Banco Central, o IPCA — índice que mede a inflação oficial — deve encerrar o ano em 4,05%. Na semana anterior, a estimativa era de 4,06%, e há um mês estava em 4,10%.

Para os anos seguintes, as expectativas seguem estáveis: 3,80% em 2027 e 3,50% em 2028, números que vêm sendo mantidos há cerca de dez semanas.

A meta oficial de inflação para 2025, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 3%, com margem de tolerância que varia entre 1,5% e 4,5%. Dados do IBGE mostram que o IPCA de dezembro subiu 0,33%, acima dos 0,18% registrados em novembro. Com isso, a inflação acumulada de 2025 fechou em 4,26%, dentro do intervalo permitido.

No último mês do ano, quase todos os grupos de produtos e serviços apresentaram alta, com exceção de habitação, que recuou 0,33%. O maior impacto veio do grupo de transportes, com avanço de 0,74%, seguido por saúde e cuidados pessoais, que subiram 0,52%.

Em relação à atividade econômica, o mercado manteve as projeções para o Produto Interno Bruto. A expectativa é de crescimento de 1,80% em 2026 e 2027, enquanto para 2028 a previsão é de expansão de 2%.

No câmbio, as estimativas também seguem estáveis. A expectativa é de que o dólar termine 2026 cotado a R$ 5,50, o mesmo valor projetado para 2027. Para 2028, a previsão é de R$ 5,52.

Já a taxa básica de juros deve recuar nos próximos anos. A Selic, atualmente em 15% ao ano, é estimada em 12,25% no fim de 2026, caindo para 10,50% em 2027 e para 9,88% em 2028. O atual patamar é o mais alto desde julho de 2006, quando a taxa chegou a 15,25%. Depois de ter sido reduzida a 10,5% em maio do ano passado, a Selic voltou a subir a partir de setembro de 2024, alcançando 15% em junho e permanecendo nesse nível desde então.

A elevação dos juros é usada pelo Banco Central para frear a inflação, já que encarece o crédito e estimula a poupança, reduzindo o consumo. Por outro lado, quando a Selic cai, o financiamento tende a ficar mais barato, o que impulsiona a produção e o consumo, mas também pode aumentar a pressão sobre os preços.

Fonte: Agência Brasil

Categorias
Economia