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Dólar fecha abaixo de R$ 5,20 e bolsa brasileira bate novo recorde histórico

© Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro viveu um dia de forte otimismo nesta segunda-feira (9). O dólar recuou ao menor patamar em quase dois anos, encerrando o pregão abaixo de R$ 5,20, enquanto a bolsa de valores registrou alta expressiva e alcançou um novo recorde histórico, ultrapassando os 186 mil pontos.

A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,188 no mercado comercial, com queda de R$ 0,032, equivalente a recuo de 0,62%. Ao longo da sessão, o dólar manteve trajetória de baixa e chegou a ser negociado a R$ 5,17 por volta do início da tarde. Na sequência, houve movimento de compra por parte de investidores aproveitando o valor mais baixo, mas a cotação permaneceu em terreno negativo até o fechamento.

Esse é o menor nível do dólar desde 28 de maio de 2024, quando a moeda estava cotada a R$ 5,15. No acumulado de 2026, a divisa já registra desvalorização de 5,47%.

No mercado de ações, o desempenho também foi positivo. O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 1,8% e encerrou o dia aos 186.241 pontos. A alta foi impulsionada principalmente por ações de bancos, empresas do setor petrolífero e mineradoras, que têm grande peso na composição do índice.

O recorde anterior havia sido registrado no último dia 3. Desde o início de 2026, a bolsa brasileira acumula valorização de 15,69%.

Influência do cenário internacional

A queda do dólar frente ao real acompanhou o movimento observado no mercado global. Entre os fatores que pressionaram a moeda estão especulações sobre possíveis intervenções para fortalecer o iene japonês e a repercussão de indicadores recentes da economia dos Estados Unidos.

Os dados do mercado de trabalho norte-americano divulgados na semana passada vieram abaixo das expectativas, aumentando a possibilidade de que o Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, volte a cortar a taxa de juros. Além disso, a vitória eleitoral da primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi contribuiu para a desvalorização do dólar em relação ao iene.

Outro fator relevante foi a recomendação do governo da China para que bancos privados reduzam a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Como o país asiático é o maior detentor desses papéis, a sinalização de diversificação das reservas internacionais teve impacto direto no mercado cambial.

A combinação desses elementos favoreceu a queda do dólar e impulsionou os mercados acionários. A moeda norte-americana também perdeu valor frente a outras divisas de países emergentes, como o rand sul-africano, o peso mexicano e o peso chileno.

Esse ambiente mais favorável aos mercados emergentes, observado desde o início do ano, tende a se manter e pode continuar beneficiando o câmbio brasileiro nos próximos meses.

Fonte: Agência Brasil

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