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Com crise na saúde pública e suspensão de atendimento em hospital, prefeito de Colatina ameaça renunciar o mandato

A população de Colatina tem vivido nesses últimos dias um grande impasse em torno da saúde pública, o Hospital São José, um dos hospitais da cidade suspendeu o atendimento  de consultas eletivas e realização de exames pelo SUS (Sistema Único de Saúde), a direção do hospital alega a falta de repasse de dinheiro da Prefeitura; neste sábado o hospital emitiu uma nota de esclarecimento dizendo que  as consultas, tomografias, raio-x, ultrassom e consultas eletivas continuarão suspensos até que a Prefeitura faça o repasse de dinheiro para custear os atendimentos, a direção do hospital disse ainda que os médicos estão com salário atrasados, fornecedores estão sem receber e não tem material para trabalhar e por isso não tem condições de voltar os atendimentos, e destacou que os atendimentos de urgência e emergência continuam sendo feito normalmente.

Segundo o Hospital e Maternidade São José, a Prefeitura de Colatina faz um repasse mensal de R$ 3 milhões de reais e retém 10% do valor e quer reter mais 10%, o hospital disse ainda que não tem condições de trabalhar com a retenção desse valor e nem receber parcelado, pois o dinheiro é usado para pagar salários de médicos e funcionários, compra de materiais e pagamento de fornecedores; a direção do hospital alegou que as parcelas do contrato estão sendo pagas com atraso. ” No mês de novembro, por exemplo o recurso entrou no cofre da Prefeitura no dia 1º  de novembro de 2018, e foi repassado para o hospital no dia 4 de dezembro, ou seja com um mês e pouco depois, imagine qualquer pessoa em sua casa trabalhar e não receber o salário no final do mês, estamos dispostos a conversar e resolver essa situação, não foi a instituição que parou, os médicos se recusaram, os atendimentos de urgência e emergência estão sendo mantidos integralmente”, disse Wallace Medeiros, diretor do hospital.

Por outro lado, o prefeito da cidade, Sergio Meneguelli negou atraso, o prefeito disse que os pagamentos estão sendo feitos em dia,e que o hospital não quer aceitar o novo contrato com regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde, “Eles querem que seja feito da forma deles, eles não aceitam a retenção de 10% “, questionado pelo repórter Alessandro Baquetti se a retenção desse valor está prevista pelo Ministério da Saúde, o prefeito respondeu: ” Tudo o que estamos fazendo é dentro da legalidade, esses 10% é um dinheiro que damos para que eles prestem o serviço e eles tem que prestar contas, esse dinheiro é uma garantia para que eles prestem o serviço, só que nunca teve prestação de contas do dinheiro público que estão recebendo, estava a “deus dará” e faziam o que queriam, só que comigo eles não vão fazer o que querem, eles vão ter que fazer o que a lei diz”, comentou o prefeito da cidade.

“Não tem atraso no repasse e nós vamos fazer aditivo negativo, o hospital vai ter que devolver dinheiro que foi pago a mais, e sou bem claro, a lei diz que temos que pagar com cinco dias úteis, o dia 1º  foi sexta-feira, depois teve os dias de carnaval, e na nossa conta o prazo expira na segunda-feira, e eles foram irresponsáveis  em suspender os atendimentos, não respeitaram a população carente, todos que chegavam lá eles mandaram procurar a Prefeitura, isso por picuinhas, com tanta coisa séria nesse município eu não vou ficar submetido a direção de um hospital que acha que eles vão ditar as regras, eu disse na política que eu não entregaria a saúde em mão particular e não faço!,  eu renuncio o cargo!, o hospital vai ter que respeitar a Prefeitura, ou seja, respeitar o dinheiro público, eles não estão mexendo com grêmio recreativo, eles estão mexendo com uma gestão séria, se no passado eraram e deram o dinheiro, agora eu cobro da família que dirige o hospital cade o lado filantrópico?, não está atrasado, e eles suspendem o atendimento, isso é covardia que eles estão fazendo com a população colatinense”, desabafou o prefeito Sergio Meneguelli. ?

Com informações: ES TV

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