Agricultura

Deputado Renzo Vasconcelos propõe programa de bioinsumos

O uso de bioinsumos, tanto na agricultura orgânica como na convencional, vem sendo cada vez mais adotado por produtores em todo o país, inspirados por técnicas desenvolvidas, principalmente, pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

E agora o deputado Renzo Vasconcelos (Progressistas) quer instituir, mediante lei estadual, programa estadual para fomentar essas novas práticas na produção rural capixaba. Para isso, apresentou o Projeto de Lei (PL) 305/2021, que será analisado pelas comissões de Justiça, Agricultura, Meio Ambiente e Finanças.

Conforme a proposta, o Programa de Bioinsumos será coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), a quem caberá firmar parcerias com órgãos e entidades, públicos e privados, para a implementação dos objetivos da iniciativa.

Caberá ainda à pasta adotar sistemas de produção agropecuários que assegurem o uso adequado de bioinsumos, processos e tecnologias sustentáveis, bem como estimular e orientar a utilização de boas práticas de produção, armazenamento e utilização de bioinsumos.  Outra incumbência da Seag, conforme a proposta, será instituir o Mapa Estadual da Sustentabilidade, destinado à coleta, à sistematização e à divulgação de dados sobre tendências de mercado, produção e consumo de bioinsumos.



A Seag deverá promover estratégias que informem sobre o potencial de uso e os benefícios dos bioinsumos e a utilização de práticas sustentáveis no agronegócio, para as atividades de redução dos impactos no meio ambiente e na saúde.

Embrapa 

Conforme o portal da Embrapa, mais de 600 profissionais da empresa estão envolvidos em atividades com bioinsumos relacionadas à pesquisa voltada ao controle biológico e ao desenvolvimento de inoculantes, responsáveis pelo crescimento de plantas, como, por exemplo, os fixadores de nitrogênio e fósforo nos cultivos.

A Embrapa dispõe de diversos bancos de germoplasmas microbianos dedicados exclusivamente à preservação e caracterização de micro-organismos, agentes de controle biológico de pragas e promotores de crescimento de plantas. Isso significa um universo de mais de 10 mil linhagens de bactérias, fungos e vírus controladores de pragas e doenças de plantas e mais de 14 mil linhagens de micro-organismos fixadores de nutrientes e promotores de crescimento de plantas, mantidos em pelo menos sete unidades da empresa.

O número de defensivos biológicos registrados no Ministério da Agricultura (Mapa) tem avançado. Hoje, são 275 produtos, entre bioacaricidas, bioinsecitidas, biofungicidas e bioformicidas, e 321 inoculantes – um insumo biológico que contém micro-organismos com ação benéfica para o crescimento das plantas.

Segundo informações do Mapa, o mercado brasileiro de bioinsumos movimentou, em 2019, R$ 675 milhões, com crescimento de 15% em relação a 2018, e há uma expectativa de avanço em mais de 40%, até o final deste ano, no mercado na América Latina. (fonte: Ales)

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