Economia

Dono do Facebook e outros 9 mais ricos do mundo dobram suas fortunas durante a pandemia

A pandemia do covid-19 enriqueceu, ainda mais os 10 homens mais ricos do mundo e levou mais pessoas a viver na pobreza, de acordo com novo relatório da organização não governamental britânica Oxfam, intitulado Desigualdade Mata. Os dados mostram que após os dois primeiros anos da pandemia, o patrimônio das 10 pessoas mais ricas do mundo atingiu um montante superior ao dobro das fortunas inicialmente contabilizadas. O total passou de US$ 700 bilhões para US$ 1,5 trilhão o que, em moeda local, equivale a um aumento de R$ 3,8 trilhões para R$ 8,3 trilhões.

Segundo o relatório, nesse período, a renda de 99% da humanidade caiu, e mais de 160 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza, vivendo com menos de US$ 5,50 (R$ 30) por dia. Ademais, a queda na renda dos mais pobres do mundo pode ter contribuído para a morte de 21,3 mil pessoas por dia — ou uma pessoa a cada quatro segundos.

A pandemia de coronavírus tornou-se efetivamente mais mortal, mais prolongada e mais prejudicial aos meios de subsistência por conta da desigualdade, e milhões de pessoas ainda estariam vivas atualmente se tivessem tido acesso a uma vacina, mas elas estão mortas, sem ter tido nenhuma chance, enquanto as grandes farmacêuticas continuam mantendo o controle monopolista dessas tecnologias. Esse apartheid de vacinação está tirando vidas e aumentando as desigualdades em todo o mundo, aponta o relatório da Oxfam.

De acordo com a revista Forbes, além de  Mark Zuckerberg, dono do Meta e Facebook, os mais do mundo são: Elon Musk, da Tesla; Jeff Bezos, da Amazon; Bernard Arnaud, da LVMH; Bill Gates, da Microsoft; Warren Buffett, da Berkshire Hathaway; e Larry Ellison, da Oracle.



Brasil

A Oxfam destaca que, no Brasil, os 20 maiores bilionários do país têm mais riqueza do que 128 milhões de brasileiros (60% da população). O relatório faz menções ao Brasil, ao estimar que 5,6 milhões de pessoas morrem todos os anos por falta de acesso a atendimento de saúde em países pobres. Como exemplo, o documento cita que, em São Paulo, as pessoas que vivem nas áreas mais ricas têm expectativa de vida 14 anos maior do que aquelas que vivem nas áreas mais pobres.

Ademais, no Brasil, negros são 1,5 vezes mais propensos a morrer de Covid-19 do que brancos, afrodescendentes e indígenas. Dalits na Índia e nativos americanos, latinos e negros nos EUA enfrentam impactos duradouros e desproporcionais da pandemia.

Os cálculos da Oxfam são baseados na lista Forbes 2021 e nos dados do Global Wealth Databook 2021, do Instituto de Pesquisa do Credit Suisse, e do Banco Mundial. (fonte: Metrópoles)

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