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Morre aos 56 anos o cineasta capixaba Manoelzinho Loreno

Conhecido por sua produção audiovisual amadora, Manoelzinho ganhou reconhecimento nacional.

Morreu neste sábado (10), o cineasta capixaba Manoel Loreno da Silva, conhecido como Manoelzinho. Nascido em Mantenópolis, cidade do interior do Espírito Santo, Manoelzinho sofreu um acidente vascular cerebral na sexta-feira (09), chegou a ser socorrido para um hospital da cidade de Colatina, mas não resistiu, ele morreu aos 56 anos.

Conhecido por sua produção audiovisual amadora, Manoelzinho ganhou reconhecimento nacional e chegou a conceder entrevistas aos programas de Jô Soares e Ana Maria Braga, na Rede Globo, e a Gugu Liberato, quando apresentava o Domingo Legal no SBT. Inspirado em filmes de faroeste, Manoelzinho usava equipamentos simples e contava com atores da cidade onde ele morava, Mantenópolis, no interior do estado.

De segunda a sexta, Manoelzinho era ajudante de pedreiro e nos finais de semana se dedicava ao cinema. Ao todo, fez mais de 20 filmes, dentre eles “O Espantalho Assassino” (2000), “O Rico Pobre” (2002, refilmado em 2009), “O Homem Sem Lei” (2006) e “A Gripe do Frango” (2008). Por não saber ler nem escrever, roteiriza as cenas que imagina traçando-as no chão com um graveto, sempre à sombra da mesma árvore que ele elegeu como inspiradora.

O governador eleito, do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) fez uma postagem lamentando à morte de Manoelzinho em sua rede social. “O servente de pedreiro cineastra nos deixou hoje. Mas não será o esquecido porque o amor que dedicou à arte será sempre reconhecido através das suas obras”, disse Casagrande em um trecho da postagem.



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