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Operação Leviatã II: Mais de 300 policiais fazem operação no Morro da Penha, em Vitória


A operação começou às 5 horas da manhã, desta quarta-feira (2), quando um helicóptero da Polícia Militar começou a sobrevoar a área. Mais de 300 policiais Militares e Civis participaram subiram o morro para cumprir mais de 60 mandados. Quando os policiais subiam o morro, fogos de artifício foram soltos por “olheiros do tráfico” para avisar que a polícia estava subindo. A operação Leviatã II visa o cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão referentes às investigações de ataques que ocorreram a mando dos líderes do Primeiro Comando de Vitória (PCV), que controla o tráfico de drogas nos bairros da Penha, Bonfim, São Benedito, Consolação, Itararé e Gurigica.

De acordo com a polícia, o PCV é liderado por Carlos Alberto Furtado da Silva, (vulgo Beto), que está preso na Penitenciária de Segurança Máxima II, em Viana desde 2013. Mesmo preso,  Beto lidera a organização criminosa que domina o Complexo da Penha. As investigações apontam que a facção está sob sendo gerenciada por Fernando Moraes Pereira, o Marujo, de 26 anos. Assim como Marujo, os comparsas Geovani Andrade Bento, (vulgo o Vaninho), de 24 anos, Jaderson Barbosa Alves, (o Mala Velha), de 29 anos, e Carlos André Mendonça de Jesus, (vulgo André Capeta), de 20 anos, todos estão na lista dos procurados.

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Ainda de acordo com a polícia, 29 pessoas foram detidas no final da operação, porém os alvos Marujo e Vaninho não foram encontrados, eles são apontados como responsáveis pelo ataque a uma empresa que fornece alimentos para os presídios, em Cariacica, o ataque aconteceu em fevereiro; são responsáveis pelo incêndio a um ônibus em Nova Almeida, na Serra; e ao incêndio do veículo da equipe de reportagem da TV Vitória no dia da operação Leviatã I, além do incêndio a residências no morro da Piedade, em junho desse ano.

O secretário de segurança pública, Roberto de Sá  falou sobre a operação e chamou a atenção para a geografia do Bairro da Penha, que colabora com que os criminosos permaneçam no local. “Apesar da maioria das pessoas que moram nessas áreas ser humilde, honesta e trabalhadora, também acaba sendo um ambiente que a topografia favorece o comandamento de ações criminosas, pois os bandidos têm uma visão privilegiada do terreno. Quem está no alto da região vê tudo, em especial se for à noite, pois no alto é menos iluminado. Isso cria dificuldade, mas não impedem o nosso trabalho”, comentou o secretário.

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