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Operação “Sem Misericórdia”: Polícia Federal faz busca e apreensão na casa de vereadora ligada a empresa investigada em desvio de dinheiro do SUS

Segundo a Polícia Federal mais de 2 milhões de reais de recursos do SUS foi desviado durante o tempo que o instituto gerenciado pelo médico Jan Christoph Lima da Silva administrou a Santa Casa de Misericórdia do município de Santana do Livramento (RS), entre os meses de maio e novembro de 2019.

A Polícia Federal deflagrou na manhã dessa quarta-feira (23), a Operação chamada de “Sem Misericórdia”, que investiga o desvio de mais de 2 milhões de reais de recursos do SUS (Sistema Único de Saúde) durante o tempo que o Instituto Salva Saúde administrou a Santa Casa de Misericórdia do município de Santana do Livramento (RS), entre os meses de maio e novembro de 2019. A operação teve ramificação no Espírito Santo onde é a sede do instituto. Os policiais fizeram buscas em Afonso Cláudio, Venda Nova do Imigrante, em Vitória  na casa do médico Jan Christoph Lima da Silva e em São Domingos do Norte, na casa da vereadora Larissa Mariellen de Paulo Poubel Gazolli (PSDC), onde foi apreendido um notbook e um aparelho celular; segundo a investigação a vereadora era pessoa de confiança do diretor do instituto e trabalhava como gerente.

Nos outros municípios os policiais recolheram documentos, aparelhos celulares, notebooks mídias e computadores que serão analisados pela PF. A investigação apura o desvio de recursos públicos a partir de contrato firmado entre a Santa Casa de Misericórdia, e a Prefeitura de Santana do Livramento, que teria  contratado o Instituto Salva Saúde para fazer a gestão do hospital durante o período de maio a novembro de 2019.

Segundo a PF no período do contrato, o Instituto subcontratou duas empresas pertencentes ao mesmo grupo do Instituto para a execução de atividades de assessoria e consultoria, o valor gasto com essas empresas contratadas passa de 1milhão de reais. Segundo a investigação, como forma de justificar o desvio de verbas realizado por diversas transferências bancárias ao longo de todo o período, bem como permitir a contabilização nas empresas de destino como se os recursos fossem lícitos. Além disso, notas fiscais e contratos com empresas de fachada foram forjados com o propósito de sustentar as transferências ocorridas anteriormente sem o adequado lastro contábil.



A estimativa é de que mais de 1,5 milhão de reais foram repassados para diversas pessoas físicas investigadas, entre elas o diretor do instituto contratado pela Prefeitura, ele teria efetuados no período de contrato saques em espécie que somaram mais de 500 mil reais. O Instituto Salva Saúde foi aberto em 2017 inicialmente com o nome de Janps Gestão em Saúde e tinha sede em São Gabriel da Palha, onde na época prestava serviço de gestão na Fundação Hospitalar Rural Dr. Fernando Serra. Após o término do contrato em 2019 a empresa alterou seu endereço na Receita Federal, atualmente o instituto tem sede em Vila Velha, conforme mostra o cadastro do CNPJ.

De acordo com PF, o instituto subcontratou duas empresas de fachada, pertencentes ao mesmo grupo, para desempenhar atividades de consultoria e assessoria, por um valor superior a R$ 1 milhão. A contratação e a falsificação de notas fiscais, seriam, ainda de acordo com a PF, uma forma de justificar os desvios feitos em transferências bancárias.

A estimativa é de que mais de 1,5 milhão de reais foram repassados para diversas pessoas físicas investigadas pela PF, principalmente para o médico Jan Christoph Lima da Silva, diretor da organização social contratada pela Prefeitura. Segundo a PF, o diretor efetuou no período de contrato saques em espécie que somaram mais de 500 mil reais, outras pessoas ligadas ao instituto também efetuaram saques e transferências.

O que diz os citados

Em nota, o Instituto Salva Saúde e o médico Jan Christoph Lima da Silva, negam as irregularidades. Em nota, a organização afirma que as empresas contratadas não eram de fachada e que todos os serviços foram prestados. “Além disso, destacam que os investigados já colocaram à disposição da Justiça seus extratos bancários e manifestam extremo interesse para eventuais esclarecimentos por meio de depoimento”, diz a nota.

A vereadora de São Domingos do Norte Larissa Mariellen de Paulo Poubel Gazolli (PSDC), foi contactada mas não respondeu ao Portal Momento até o fechamento da matéria.

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