Policial

Polícia Civil prende funcionários públicos acusados de desvio de dinheiro na Prefeitura de Ecoporanga

De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha especializou-se no desvio de pagamentos de impostos e taxas que deveriam ser recolhidos aos cofres da Prefeitura

Dois funcionários da Prefeitura de Ecoporanga, no Norte do estado, dois despachantes e uma funcionária do Detran foram presos na “ Operação Miragem”, deflagrada pela Polícia Civil na manhã dessa quarta-feira (31). O objetivo da operação que uniu policiais de Barra de São Francisco, Ecoproranga, São Gabriel da Palha e Pinheiros foi desarticular um esquema de fraude no pagamento de Documento de Arrecadação Municipal, que deveriam ir para os cofres da prefeitura e eram desviados pela quadrilha. A estimativa é que prejuízo para os cofres municipais pode passar de R$ 600 mil.

Os acusados são os servidores públicos do setor de arrecadação da Prefeitura de Ecoporanga, Valter de Arimatéia Lima, Valmir Nunes Cabral, o despachante de imóveis Wesley Moreira, o despachante de veículos Leonardo Ferreira Alves e a funcionária do Detran/ES,  Vanusa dos Santos Ferreira; o despachante Leonardo Ferreira é apontado pela Polícia Civil como o chefe do esquema. Na delegacia, todos os envolvidos não quiseram falar com a imprensa.

O delegado Juliano Batista Fernandes, chefe da 14ª Delegacia Regional de Barra de São Francisco, explicou que o despachante de veículos expedia o DAM. Quando saía do prédio, o morador que solicitou a guia para fazer o pagamento era abordado por alguém da quadrilha, que dizia que cobrava um valor mais baixo. O morador, então, deixava o dinheiro com um dos suspeitos. Depois, recebia o documento autenticado e procurava o cartório.
No entanto, os envolvidos ficavam com o dinheiro, fraudavam a autenticação do documento e jogavam no procedimento administrativo sem passar pelo sistema. “O banco não contabilizava, o dinheiro não caía na conta da prefeitura”, disse o delegado. O esquema funcionava desde janeiro de 2017. De acordo com o delegado, os próprios membros da quadrilha estimam um prejuízo de R$ 40 mil a R$ 50 mil por mês ao município.

As investigações duraram cerca de três meses. Durante esse período, a Polícia Civil também descobriu que o despachante de veículos pagava propina a uma funcionária do Detran para ter documentos e serviços agilizados. Além de efetuar as prisões, a Polícia Civil apreendeu vários documentos com indícios de fraudes, placas e targetas de veículos e duas armas de fogo. Os presos na operação foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de São Domingos do Norte. A funcionária do Detran foi levada para o Centro Prisional Feminino de Colatina.



O delegado disse ainda que a investigação ainda está em curso. “Serão feitas algumas oitivas de testemunhas e outras pessoas que tinham conhecimento da situação. Também vão ser analisados os documentos apreendidos. Depois é relatar o inquérito e remeter ao Ministério Público para ofertar a denúncia”. O delegado recomendou ainda uma auditoria à Prefeitura. Sobre o  envolvimento da funcionária do Detran/ES, o órgão informou que o caso está sob investigação e irá colaborar com todas as informações solicitadas pela Polícia Civil.

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