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Vacina contra coronavírus desenvolvida pela Universidade de Oxford será testada no Brasil

No último dia 2 de junho, a Anvisa autorizou a realização de testes clínicos com o imunizante no País. A vacina experimental será aplicada inicialmente em dois mil voluntários entre profissionais de saúde.

A vacina contra o coronavírus desenvolvida na Universidade de Oxford, na Inglaterra, vai cumprir diversos requisitos técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de entrar no mercado brasileiro. De acordo com a empresa AstraZeneca, responsável por trazer o estudo ao Brasil, os resultados dos testes clínicos em seres humanos devem ficar prontos em setembro.

Gustavo Mendes, gerente-geral de medicamentos da agência reguladora, explicou que a empresa ou laboratório responsável pela pesquisa vai precisar, necessariamente, apresentar as conclusões ao órgão antes de comercializar o produto.  No último dia 2 de junho, a Anvisa autorizou a realização de testes clínicos com o imunizante no País. A vacina experimental será aplicada inicialmente em dois mil voluntários entre profissionais de saúde.

Entenda cada fase do processo



De acordo com Gustavo Mendes, gerente do órgão, qualquer medicamento ou vacina passa por quatro etapas fundamentais: Desenvolvimento exploratório, pesquisa pré-clínica, pequisa clínica (uso em humanos) e registro (autorização para ser comercializada). Após o registro, no entanto, a vacina ainda é monitorada no pós-mercado.

O objetivo é verificar os parâmetros básicos de ação da molécula utilizada e, assim, estabelecer doses seguras. “Esses ensaios devem ser realizados para se conhecer o mecanismo de ação de uma molécula, determinar sua toxicidade e as doses consideradas seguras para o início dos testes em seres humanos. Esses testes são realizados em laboratórios e em animais de experimentação.”

Ensaios clínicos (estudos em seres humanos)

De acordo com órgão, para a realização de qualquer pesquisa clínica envolvendo seres humanos, os laboratórios precisam, necessariamente, de autorização dos CEPs (Comitês de Ética em Pesquisa) ou da Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa). Dentro desse ensaio, existem três fases (I, II, III), “onde são investigadas informações sobre atividade, funcionamento e segurança para que o produto possa ser liberado ao mercado e ser usado em pacientes.”

A vacina da Universidade de Oxford está na fase III, quando a substância é aplicada a uma grande quantidade de indivíduos para que seja demonstrada a sua eficácia e segurança.

“É a fase final para que a gente tenha uma decisão sobre aprovar ou não essa vacina como tratamento ou prevenção da covid-19. É importante destacar que a Anvisa, para fazer essa anuência, ela leva em consideração primeiro a segurança do paciente ou, no caso, do voluntário que vai participar desse estudo. A gente também avalia a robustez científica da proposta”, comentou.

Registro

Nesse momento, os resultados dos estudos clínicos são apresentados ao órgão, que vai avalizar os dados e, a partir daí, decidir se autoriza ou não a inclusão do produto no mercado.

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