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Vereador de Nova Venécia critica atuação de grupo que acompanha trabalhos do Legislativo

O vereador de Nova Venécia, Ronaldo Barreira (SD) voltou a se envolver em mais uma polêmica, depois do sumiço de um notbook de dentro da Câmara quando foi presidente; agora Barreira declarou na última sessão não entender qual o real objetivo do Grupo de Inteligência Municipal (GIM), esse grupo acompanha o trabalho do legislativo e faz avaliações. Porém o vereador afirmou que o Grupo age apenas, quando convém, citando a manifestação feita no plenário do legislativo, quando foi pedido o 13° salário dos vereadores. “O engraçado é que nunca questionaram o auxilio moradia de R$ 50 mil, que um promotor daqui da cidade requereu. Mas o 13° do vereador é imoral”, argumenta.

“Eles nunca requisitaram e fizeram uma reunião com os 13 vereadores, para ao menos saber, como conduzimos os trabalhos, não há dialogo”. Outro ponto questionado pelo parlamentar em relação ao grupo foi a respeito de integrantes que compõem o GIM. “Temos mãe e filha nesse grupo, com pedido de informação do Ministério Público, em relação à sonegação de exames de laboratório. Mas para isso, o GIM está quieto”, diz.

Ronaldo Barreira disse que no grupo, a presidente, Natache Fiel foi coordenadora de campanha do candidato Júlio Bungenstab, que concorreu à Prefeitura de Nova Venécia, nas eleições de 2016. “É partidário ou não o Grupo? Quando esta presidente do Gim tentou um cargo comissionado na prefeitura e não conseguiu, a partir daí, o prefeito passou a não prestar mais. O GIM só vem aqui aplaudir, quando falam mal do prefeito”, disse o vereador.

Mais um argumento do parlamentar, foi em relação à presidente da Casa do Vovô, que também faz parte do GIM; “Ela nunca solicitou a tribuna desta Casa, para uma prestação de contas desta entidade, que recebe dinheiro público. Mas falar dos outros é fácil”, completou.



O outro lado
Em entrevista ao Correio 9, o GIM declarou que “ficou muito nítido que os ataques políticos feitos nas últimas sessões se dão devido ao pedido de cassação proposto pelo grupo ao mandato do vereador Ronaldo Barreira devido ao peculato-furto do notebook na Câmara. Inclusive estamos de olho em possíveis manobras que podem ser realizadas para tentarem livrar o vereador Ronaldo desta condenação”, declarou Jussara Bastianelo.

“Com relação aos ataques pessoais e as mentiras faladas pelo mesmo na tribuna, ele terá que arcar com as consequências. Lamentamos que o vereador, que possui um espaço nobre na Câmara, perca o seu tempo fazendo ataques políticos a pessoas civis. Gostaríamos de ver mais falas sobre os resultados entregues dos trabalhos realizados. Isso só fortalece a crença do GIM de que precisamos melhorar o nível do nosso legislativo”, completou.

Já a presidente do GIM, Natache Fiel, afirmou: “Tudo o que ele disse a meu respeito é mentira, nada é verdade”. Para ela, o vereador tem o tempo dele na tribuna para falar o que ele quiser, mas ele tem que arcar com as consequências. “Ele terá que provar o que disse ao meu respeito”, disse.

Segunda Natache, não é a primeira vez que Ronaldo vai à tribuna para contar mentira sobre os outros. “O vereador Ronaldo Barreira nunca entrou em contato com o GIM para uma conversa. Ele está desesperado com o pedido de cassação que o GIM requisitou. Assim, está tentando denegrir a imagem do grupo”, explica ela. Natache falou ainda sobre a acusação e que ela teria pleiteado cargo comissionado na Prefeitura: “Eu não corri atrás de cargo comissionado, o vereador terá de provar todas as coisas que disse ao meu respeito”.

Outro nome mencionado pelo vereador  foi relacionado a presidente da Casa do Vovô Agostinho Baptista Veloso, Edith Bastianelo, se defendeu dizendo que 4 instituições fiscalizam a Casa do Vovô, o Ministério Público (MP), Secretaria de Ação Social, Conselho do Idoso e Conselho de Assistência Social. Até 2017 foram enviados relatórios detalhados das realizações da gestão. Mas este modelo foi alterado e a partir de 2018, a Secretaria de Ação Social passará a fazer auditorias a cada três meses, as demais instituições fiscalizadoras continuarão recebendo os relatórios.

Edith ressaltou que a Casa do Vovô é uma instituição aberta a toda a população. Ela declarou que está há dois anos à frente da gestão do asilo, e que neste período, não recebeu nenhuma visita de vereadores para conhecer as condições do lugar. “Recebemos apenas visitas de vereadores querendo levar idosos para lá, mas cortamos logo, pois lá não é lugar de fazer politicagem”.

Com informações: Correio 9
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