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Eduardo Bolsonaro pede autorização para exercer mandato à distância a partir dos EUA

© Lula Marques/ Agência Brasil
© Lula Marques/ Agência Brasil

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) encaminhou um ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitando condições para atuar de forma remota, diretamente dos Estados Unidos, onde reside atualmente.

O parlamentar havia solicitado uma licença de 122 dias em março, alegando perseguição política, mas o período já se encerrou. Desde então, ele acumula ausências nas sessões, correndo o risco de perder o mandato. Além disso, enfrenta um pedido de cassação que foi remetido à Comissão de Ética da Câmara.

No documento, Eduardo reforça que é alvo de perseguição e defende sua importância na Comissão de Relações Exteriores, destacando contatos internacionais e o que classifica como “diplomacia parlamentar”.

A situação se agravou após a Polícia Federal indiciar Eduardo e o ex-presidente Jair Bolsonaro no último dia 20. Eles são acusados de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. No caso de Eduardo, a acusação envolve a articulação com o governo Donald Trump para pressionar autoridades brasileiras, incluindo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Nos últimos meses, os Estados Unidos anunciaram medidas contra o Brasil, como o tarifaço de 50% sobre importações e sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, com base na Lei Magnitsky.

Comparação com a pandemia

Para justificar o pedido, Eduardo argumenta que, durante a pandemia da covid-19, os deputados tiveram autorização para trabalhar de forma remota, e defende que o mesmo critério seja aplicado ao seu caso.

“O risco de perseguição política a parlamentares hoje é muito maior do que o risco de adoecer gravemente durante a pandemia. O que foi garantido em uma crise sanitária deve ser assegurado também em um momento de crise institucional”, afirmou.

O deputado também voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, alegando que parlamentares vivem sob “terror e chantagem”.

Apesar das faltas registradas, Eduardo declara:

“Não reconheço falta alguma, não renuncio ao meu mandato, não abdico das minhas prerrogativas constitucionais e sigo em pleno exercício das funções que me foram conferidas pelo voto popular.”

Fonte: Agência Brasil

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