Brasil

Anvisa aprova novo medicamento para tratamento inicial do Alzheimer no Brasil

© Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil
© Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso de um novo medicamento para pacientes diagnosticados com Alzheimer em estágio inicial. O Leqembi, cuja liberação foi publicada no Diário Oficial da União no dia 22 do mês passado, passa a integrar as opções terapêuticas disponíveis no país.

O fármaco é produzido a partir do anticorpo monoclonal lecanemabe e é indicado para pessoas que já apresentam demência leve decorrente da doença. De acordo com a Anvisa, o objetivo do tratamento é retardar a progressão do declínio cognitivo nesses pacientes.

Conforme o registro do medicamento, o lecanemabe atua na redução das placas beta-amiloides no cérebro, cujo acúmulo está diretamente associado ao desenvolvimento do Alzheimer. O produto é apresentado como uma solução que deve ser diluída para administração por infusão intravenosa.

Avaliação clínica
A Anvisa informou que a eficácia do Leqembi foi analisada em um estudo clínico principal com a participação de 1.795 pessoas diagnosticadas com Alzheimer em fase inicial, todas com presença de placas beta-amiloides no cérebro. Os voluntários receberam o medicamento ou placebo durante o período da pesquisa.

Segundo a agência, o principal critério de avaliação foi a evolução dos sintomas ao longo de 18 meses, medida por meio da escala CDR-SB, utilizada para avaliar a gravidade da demência associada ao Alzheimer. Essa escala considera aspectos da rotina do paciente e o impacto do comprometimento cognitivo em suas atividades diárias.

Os resultados mostraram que, em um subgrupo de 1.521 participantes, aqueles que receberam o novo medicamento apresentaram uma progressão mais lenta da doença, com menor aumento na pontuação da CDR-SB em comparação aos pacientes que utilizaram placebo.

Fonte: Agência Brasil

Categorias
Brasil