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Caça dos EUA é abatido no Irã e militar desaparecido intensifica tensão no conflito

© Agência de Notícias da republica Islâmica.
© Agência de Notícias da republica Islâmica.

Um avião de combate dos Estados Unidos foi abatido sobre o Irã, e um dos tripulantes segue desaparecido em território iraniano. Neste sábado (4), forças dos dois países continuam mobilizadas em operações de busca pelo militar.

De acordo com informações divulgadas por autoridades norte-americanas à agência Reuters, um dos dois ocupantes da aeronave foi resgatado após se ejetar. O outro ainda não foi localizado, aumentando a tensão no cenário de guerra.

Este é o primeiro caso conhecido desse tipo desde o início do conflito, que já dura mais de um mês e teve início após ofensivas dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no final de fevereiro.

A possibilidade de um piloto norte-americano estar vivo e escondido em território inimigo eleva os riscos para os Estados Unidos, tanto no campo militar quanto político. Segundo análises internacionais, o conflito enfrenta dificuldades para obter amplo apoio da população norte-americana.

A aeronave abatida era um caça F-15E, que possui dois tripulantes: um piloto e um oficial de sistemas de armas. Até o momento, não foi informado qual dos dois foi resgatado, nem detalhes da operação de salvamento.

Autoridades iranianas pediram que civis colaborem, permanecendo atentos à possível presença de sobreviventes. A agência estatal Isna informou que o governador da província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, Yadollah Rahmani, prometeu recompensa a quem capturar ou eliminar os pilotos inimigos.

O episódio ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a ameaçar intensificar os ataques, mencionando possíveis bombardeios contra infraestrutura energética e sistemas essenciais do Irã.

Enquanto isso, o governo norte-americano pressiona Teerã a encerrar o conflito nos termos propostos por Washington, o que mantém o cenário internacional em alerta diante do risco de uma escalada ainda maior da guerra.

Fonte: Agência Brasil

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