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Barragem da Vale em Barão de Cocais apresenta risco de rompimento

De acordo com a própria mineradora, o rompimento poderá ocorrer entre 19 e 25 de maio.

Uma barragem da Vale, na cidade de Barão de Cocais (MG), entrou em alerta  para o risco de rompimento, o alerta foi divulgado na última sexta-feira (17), isso fez com que os moradores entrassem “em pânico” devido o medo de uma nova tragédia e a falta de informação sobre os riscos de rompimento da barragem de mineração Sul Superior, da Mina de Gongo Soco, operada pela mineradora Vale: “As últimas 48 horas têm sido de muita tensão na região de Barão de Cocais. A falta de informações concretas detalhadas e propostas de segurança deixaram a população em “pânico”. De acordo com a própria mineradora, o rompimento poderá ocorrer entre os dias 19 e 25 de maio, no próximo sábado.

Segundo a nota, o temor da população é que a ruptura do talude provoque um abalo sísmico e gatilho para o colapso da Barragem Sul Superior, do complexo Gongo Soco, em Barão de Cocais. “Desde que as barragens foram colocadas em estado de alerta, a Vale afirma que vem monitoramento constantemente as condições de risco de seus complexos. Depois do rompimento da Barragem I, muito se falou que barragens não rompem de uma hora para a outra, mas que dão sinais de que problemas estão acontecendo”, diz o comunicado.

“Dada essa situação, a Vale precisa esclarecer porque somente foi informar às autoridades da situação da mina Gongo Soco quando o talude já se movimentava a uma velocidade de 4 centímetros por dia e quando não havia nada a fazer para evitar seu deslizamento e, consequentemente, criar uma situação desproporcional de risco de liquefação da barragem Sul Superior”, acrescenta o Comitê.

O Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MP-MG) fez uma recomendação à mineradora Vale para que a empresa adote “imediatamente” uma série de medidas para deixar claro à população de Barão de Cocais sobre os riscos de rompimento da barragem.

A informação sobre o risco de rompimento foi obtida pelo MP-MG junto à própria minerador que descreveu em documento “uma deformação no talude norte da Cava de Gongo Soco, na Mina de Gongo Soco, em Barão de Cocais, passível de provocar a sua ruptura, gerando vibração capaz de ocasionar a liquefação da Barragem Sul Superior, levando ao rompimento da estrutura e, por conseguinte, danos sociais e humanos imensuráveis para a região”.

O Comitê Nacional em Defesa dos Territórios frente à Mineração é uma rede formada por mais de 110 organizações incluindo movimentos sociais, sindicatos de trabalhadores, grupos de pesquisa, igrejas, movimentos indigenistas, organizações quilombolas, associações de pescadores e diversas comunidades ribeirinhas e de povos tradicionais.

Fonte: Agência Brasil

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