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Gripe aviária: Produtores do ES redobram cuidados com granjas

O secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli, explicou que o consumo destes produtos é seguro e não oferece nenhum risco à saúde da população.

O Refúgio da Vida Silvestre da Mata Paludosa, conhecido popularmente como Parque da Fazendinha, amanheceu de portas fechadas nesta terça-feira (16). O motivo foi a confirmação dos primeiros casos de gripe aviária no país, todos no Espírito Santo.  O parque foi interditado por tempo indeterminado para visitação, pois um dos animais doentes foi encontrado justamente ali, um trinta-réis-de-bando da espécie Thalasseus acuflavidus.

Terceira ave a ser encontrada, o registro consta como sendo em Jardim Camburi, no último dia 8. Outro registro ocorreu em uma praia de Marataízes, no Litoral Sul do Estado, no dia anterior. As aves foram levadas para o Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos, em Cariacica. Lá, um terceiro pássaro, que era tratado desde janeiro também foi infectado. Nenhum dos animais resistiu aos sintomas.

Os casos ligaram o alerta de possível contaminação de animais criados em granja, uma vez que o Espírito Santo é um dos maiores produtores de frangos e ovos do país. Segundo a Secretaria de Agricultura, na alta temporada são produzidos 15 milhões de ovos por dia e 250 mil aves são abatidas

O secretário estadual de Agricultura, Enio Bergoli, explicou que o consumo destes produtos é seguro e não oferece nenhum risco à saúde da população.  “Podem ser consumidos tranquilamente ovos e carne de frango sem nenhum tipo de problema neste período. Todo o trabalho do governo do Estado e seus parceiros, junto com a Associação de Avicultores, com o governo federal, o Idaf e Incaper, é no sentido de evitar que esse vírus chegue a nossas granjas, nossos aviários, que estão preparados para evitar esta anomalia”, afirmou. 

O secretário alerta, no entanto, que a população deve evitar o contato com aves silvestres ou domésticas que apresentem qualquer tipo de sintoma. Caso encontrem um animal com qualquer sinal de doença, o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf), deve ser acionado. “Ao perceber alguma ave ao longo do litoral, aves silvestres, ou alguma ave de fundo de quintal, de criatórios, com algum sintoma, com coriza, com tremor, cambaleante, que avise a nossa rede. Nossos profissionais do Idaf vão lá recolher, é importante que a população não entre em contato com essas aves”, disse.

O presidente da  Associação de Suinocultores do Espírito Santo (Ases), Nelio Hand, corroborou a visão do secretário e reforçou que medidas de segurança e higiene são adotadas nas granjas. “Verificar se todo o estabelecimento está protegido com telas, com as cercas de isolamento nas propriedades. Desinfectar os veículos que acessam as propriedades, a área das granjas. Procedimentos já comuns dentro das granjas que vêm se intensificando ao longo dos meses e, agora, mais do que nunca, visando proteger a produção agrícola”, afirmou.

Os órgãos de fiscalização do Estado afirmaram que monitoram o possível surgimento de novos casos em todo o Espírito Santo. *Com informações do repórter Rodrigo Schereder, Folha Vitória

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