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Prefeito e secretário de Ecoporanga são condenados a devolver quase R$ 90 mil



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O prefeito de Ecoporanga, Elias Dal Col, e o secretário municipal de Obras, Erly Dutra da Cunha, além de um empresário e a empresa Construtora Pajeu Ltda, contratada para a coleta de lixo, foram denunciados pelo MPES e condenados pela justiça  por improbidade administrativa e terão que devolver aos cofres públicos em R$ 88.032,91, o pagamento de multa no mesmo valor, corrigido monetariamente, e a suspensão dos direitos políticos por cinco anos, além da proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de cinco anos.

De acordo com a ação as irregularidades foram praticadas no início de 2009, na gestão anterior do atual prefeito e do atual secretário de Obras. Com base em um inquérito civil instaurado pelo MPES para apurar o caso, a empresa Construtora Pajeu Ltda condenada foi contratada para a prestação de serviços de coleta de lixo e limpeza do município de Ecoporanga, sem observância das regras para contratação com o poder público, notadamente, sem o necessário procedimento licitatório.



O MPES sustenta que, na época o prefeito autorizou e solicitou, por 19 dias, prestação e execução de serviço de limpeza da empresa condenada, sem qualquer contrato ou licitação. Inicialmente, a empresa foi contratada com dispensa irregular de licitação; e que foram efetivadas várias contratações e prorrogações de contrato sem observância das normas estabelecidas em lei para contratação e que o prefeito e o secretário de Obras forneceram mão de obra de funcionários municipais, bem como cederam maquinário do município sem qualquer abatimento de valores dos contratos, causando assim prejuízos ao erário e enriquecimento ilícito da empresa.

O MPES sustenta também que o referido processo licitatório foi feito com o intuito de beneficiar terceiro em razão de favorecimento político. Como os fatos narrados não têm ligação com o atual mandato do prefeito, ele e o secretário de Obras não foram condenados à perda do cargo ou função pública.




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