As buscas pelo corpo de Adair José da Silva, de 45 anos, “conhecido por Nandi“, duraram dois dias de escavação, a ossada do corpo foi encontrada depois de três anos após o desaparecimento, e estava dentro da residência apontada pela investigação da Polícia Civil, o suspeito acompanhou os trabalhos e negou que tinha um corpo enterrado na casa. As escavações começaram pela cozinha, por outros cômodos e chegaram até a área de serviço onde os ossos foram encontrados nesta quinta-feira (16).Os restos do corpo estava enrolado em lençóis e dentro de uma parede. A perícia recolheu a ossada e levou para o IML de Colatina, onde será realizado exames de DNA com familiares.
De acordo com o delegado Rafael Caliman, responsável pela operação, a família registrou ocorrência do desaparecimento de Adair [foto acima] em 2016, “E a partir desse registro iniciou-se a investigação e chegamos ao suspeito, que era amigo de Adair e estava morando de favor na casa dele. Em depoimento ele disse que teria comprado a casa vitima e apresentou um recibo de compra e venda, ele disse que Adair falou que estava brigado com a família e iria embora pra Bahia e comprar uma fazenda lá, naquela época acreditamos na história devido a existência do recibo, e agora em 2019 recebemos denúncia de que o corpo estaria enterrado dentro da casa que era do desaparecido e foi “comprada” pelo suspeito”, comentou o delegado.
Os investigadores tiveram acesso as informações bancárias após a quebra do sigilo e verificaram que desde novembro de 2016 Adair não movimentava a conta, ou seja, há 3 anos. Além de não sacar o benefício de sua aposentadoria e não comparecer ao INSS para prova de vida. O local onde o corpo foi encontrado fica na área de serviço da residência, no bairro Jardim Vitória. O suspeito teve a prisão temporária decretada na tarde de ontem (quarta-feira) e foi conduzido para o presídio para não atrapalhar o andamento do trabalho e a investigação.