Como diz o ditado, em time que está ganhando não se mexe. O ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi o mais votado na disputa pelo governo do Espírito Santo no primeiro turno, quase venceu a eleição em primeiro turno no domingo (4) mesmo, ele recebeu 49,65% dos votos, mas precisava receber 50% +1 voto.
Por outro lado, o atual governador Ricardo Ferraço (MDB) que disputa o governo com Pazolini precisa alterar muito o tabuleiro no segundo turno. Ferraço, apesar de dizer que agora é uma "nova eleição", vai ter que provocar uma reviravolta no cenário para poder se reeleger. Ele está 15,59 pontos percentuais atrás do republicano.
A imagem dos candidatos a presidência Flavio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) que também estão no 2º turno conta muito nesse momento, Pazolini afirmou que Flávio Bolsonaro deve vir ao Espírito Santo e, nesse caso vai surgir ao lado dele, como já fez em julho, em Vitória.
Ricardo, por sua vez, evita declarar que apoia o PT e Lula, como diz o velho ditado ele está frio e em cima do muro, pois nem apareceu no próprio comitê na noite de domingo e tampouco concedeu entrevistas. Manifestou-se por meio de uma nota à imprensa. Nos primeiros parágrafos do texto, soou até como alguém que estava admitindo uma derrota eleitoral, com "respeito à soberania popular" e "serenidade". Já na última frase, cravou: "A caminhada continua com muita energia, diálogo e determinação. Vamos à vitória!".
Ricardo afirmou que, assim como no primeiro turno, vai ficar longe da "brigalhada ideológica", sem tomar partido na disputa entre Lula (PT) e Flávio. Na tarde de segunda-feira (5), Ricardo atendeu a imprensa em frente ao Parque Cultural Casa do Governador e avaliou que o resultado do primeiro turno para o governo estadual foi como foi devido "a uma nacionalização no processo de decisão". Em outras palavras, creditou a ascensão de Pazolini exclusivamente a uma espécie de onda bolsonarista.