
Crítico da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1, o senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, passou a declarar nesta terça-feira (13) voto a favor da PEC sobre o tema em discussão no Senado. A proposta, apresentada por parlamentares de esquerda, está na pauta do Senado e deve ser votada, em primeiro turno, nesta quarta-feira (14).
Flávio deu a declaração após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre, em regime domiciliar, pena de prisão por tentativa de golpe de Estado. O candidato do PL que estava sendo cobrado pelo adversário na corrida presidencial, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a se manifestar sobre o tema disse que se posicionará "conforme a vontade da maioria do povo".
"Eu estou rodando o Brasil. A maioria dos trabalhadores quer o fim da 6x1. Vou votar a favor do fim da 6x1, mas a gente defende algo ainda melhor, sempre", declarou Flávio em entrevista após visitar o pai. Segundo Flávio, a ideia que ele defende é a de liberdade de negociação entre empregador e empregado, com "liberdade para a pessoa montar seus horários de trabalho".
"Como que fica a pessoa que trabalha de home office? Isso não está definido na PEC. Como é que fica aquela mãe que não tem com quem deixar o seu filho, só pode trabalhar por exemplo quatro horas por dia, só pode trabalhar de manhã, ou só pode trabalhar de tarde? Vai continuar engessada a jornada dela", declarou o candidato do PL.
Embora faça críticas à PEC do fim da escala 6x1, Flávio disse que a discussão sobre a jornada é um "processo de evolução". "A gente tem que fazer com que o trabalhador tenha direito a uma folga maior sim", emendou.
Nesta segunda-feira (12), após 90 dias de suspensão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, atendeu a um pedido da defesa do ex-presidente e autorizou a retomada das visitas de Flávio, que visitou o pai, que cumpre em casa pena de 27 anos e 3 meses pela trama golpista. Flávio estava desde julho deste ano sem poder visitar o pai, após o descumprimento de medidas cautelares impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com a divulgação de uma carta de Jair em apoio à sua candidatura.