
A Justiça Eleitoral afastou, nesta segunda-feira (19), o prefeito de Baixo Guandu, Lastênio Luiz Cardoso, que é investigado pela Polícia Federal por possível coação eleitoral após ter falado que teria que demitir cerca de 700 servidores comissionados, dependendo do resultado do segundo turno das Eleições 2026. Além do afastamento do cargo, a Justiça Eleitoral proibiu o prefeito de acessar as dependências do órgão público. Durante as buscas, a Polícia Federal apreendeu materiais de campanha eleitoral, que passarão por análise e exames periciais.
A medida ocorreu durante a Operação 1932, deflagrada pela Polícia Federal para apurar possíveis crimes eleitorais relacionados ao uso do cargo público para coagir servidores municipais a votar em determinado candidato. A investigação começou após o prefeito divulgar um vídeo nas redes sociais, no dia 10 de outubro no qual “o prefeito teria condicionado a manutenção de, aproximadamente,700 postos de trabalho, além da continuidade de obras e de serviços municipais, ao resultado da eleição estadual.
A PF também apura a possível utilização de evento público para divulgação de propaganda eleitoral”. Na ocasião, Lastênio condicionou a manutenção dos cargos à reeleição de seu correligionário partidário Ricardo Ferraço (MDB). Segundo a Polícia Federal, o investigado teria ligado a manutenção dos postos de trabalho, além da continuidade de obras e serviços municipais, ao resultado da eleição estadual. A apuração também inclui a possível utilização de um evento público para divulgação de propaganda eleitoral.
Os policiais cumpriram dois mandados de busca e apreensão, além de uma busca pessoal. O Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) autorizou as medidas após manifestação favorável da Procuradoria Regional Eleitoral. Os fatos são investigados, em tese, como crimes de coação eleitoral praticada por servidor público e de utilização de serviços públicos em benefício de organização política, previstos no Código Eleitoral.
A reportagem entrou em contato por telefone com o prefeito, mas as ligações não foram atendidas. A reportagem também ligou para a Secretaria de Comunicação, da Prefeitura de Baixo Guandu, entretanto, a ligação também não foi atendida. O espaço segue aberto para manifestação.