
Um homem de 30 anos, identificado como Manoel Santos da Silva, foi preso nesta quarta-feira (28), no Patrimônio São José, zona rural de São Gabriel da Palha, no Noroeste do Espírito Santo. Ele é o principal suspeito de matar e enterrar o corpo de Verônica da Silva Nunes, de 46 anos, em Morro de São Paulo, no município de Cairu, na Bahia.
Verônica desapareceu em 18 de junho de 2026, após ir a Morro de São Paulo para cobrar uma dívida de R$ 15 mil referente a um terreno. O corpo foi localizado em 25 de junho, em uma cova rasa, com lesões provocadas por arma branca e sinais de asfixia por soterramento, indicando que ela teria sido enterrada ainda viva.
A Polícia Civil informou que a prisão preventiva do homem foi decretada pela Justiça em 26 de junho, a pedido da corporação. "As forças policiais capixabas realizaram diligências e cumpriram as medidas judiciais para avançar na identificação do paradeiro dele. A atuação integrada entre as equipes da Bahia e do Espírito Santo foi fundamental para a localização do investigado", disse o delegado Thiago Campos, titular da Delegacia de Polícia de Cairu.
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia informou que a prisão ocorreu após uma ação integrada das Polícias Civis da Bahia e do Espírito Santo, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) da Bahia e da Polícia Militar do Espírito Santo. A Polícia Civil da Bahia informou que o investigado, que já possuía passagens por estelionato e parcelamento irregular do solo, era procurado desde junho e foi localizado na zona rural de São Gabriel da Palha.
A prisão contou com o apoio da Delegacia de Polícia de São Gabriel da Palha, da Força Tática do 2º Batalhão da Polícia Militar e do Núcleo de Inteligência da 5ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), de Valença.
Relembre o caso
Verônica foi vista pela última vez na noite de 18 de junho de 2026, quando foi ao bairro Campinho, em Morro de São Paulo, cobrar R$ 15 mil do suspeito. O valor seria referente à venda duplicada de um terreno. No dia 25 de junho, o corpo de Verônica foi encontrado em uma cova rasa. A perícia identificou lesões provocadas por arma branca e sinais de asfixia por soterramento, indicando que a vítima teria sido enterrada ainda viva.
A análise de imagens de videomonitoramento revelou que o investigado deixou Morro de São Paulo na manhã seguinte ao crime. A investigação também apura uma possível violência sexual, hipótese que aguarda a conclusão dos exames periciais. Durante as diligências, foram apreendidos objetos relacionados à vítima e contratos de compra e venda de terrenos, incluindo o documento firmado entre ela e o investigado.
A reportagem tenta localizar a defesa do preso. Este espaço permanece aberto para manifestação.