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Vereadores de São Gabriel da Palha afastados pela justiça entram com Habeas Corpus e podem retornar ao mandato

A Justiça do Espírito Santo analisou o Habeas Corpus impetrado pelos vereadores de São Gabriel da Palha, Tiago dos Santos (Progressistas) e Wagner Lucas dos Santos (Solidariedade), e a expectativa é que podem retornar ao mandato nos próximos dias; os vereadores estão afastados desde março desse ano, eles são acusados de participação em um esquema de recebimento de propina. O caso veio a tona depois de declarações do empresário Henrique Barreto, da HB Rodeios que afirmou ter negociado com o os vereadores em troca de favorecimento para realização de um rodeio na festa da cidade no ano de 2018, a festa porém não aconteceu.

O Ministério Público do Espírito Santo apresentou denuncia contra os vereadores Tiago dos Santos, Wagner Lucas dos Santos e o então assessor Fabio Junior das Neves, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, associação criminosa, injuria e tráfico de influência, o assessor, segundo o MPES ele teria participado das negociações e era a pessoa responsável por fazer a entrega do dinheiro aos vereadores, o valor combinado seria R$ 15 mil. O MPES pediu ainda a cassação do mandato dos vereadores e o pagamento de multa indenizatória com valor de R$ 200 mil (Tiago dos Santos); R$ 150 mil (Wagner Lucas dos Santos) e R$ 100 mil (Fabio Junior das Neves)

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O vereador Tiago dos Santos e o assessor Fabio Junior chegaram a ser presos em meados desse ano a pedido do Ministério Público por estarem atrapalhando as investigações. Em abril desse ano, a defesa dos vereadores entrou com pedido de Habeas Corpus nº 0011668-08.2019.8.08.0000, no Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES), pleiteando o retorno imediato deles ao mandato, o que foi negado inicialmente.

Na tarde dessa quarta-feira (9), o Habeas Corpus foi colocado novamente em pauta e votado na Segunda Vara Criminal em Vitória, no site do TJES consta apenas que o processo foi deliberado e tramita em segredo de justiça, não há confirmação se foi concedido ou não. O Portal Momento tentou contato com o advogado de defesa dos vereadores para comentar sobre o assunto, mas as ligações não foram atendidas. Os vereadores e o assessor citados  também não atenderam as ligações.

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